Banda sustenta viagens de Vercillo em 'D.N.A.'
Resenha de showTítulo: D.N.A.
Artista: Jorge Vercillo (em fotos de Mauro Ferreira)
Local: Vivo Rio (RJ)
Data: 15 de maio de 2010
Resenha de show
POR PEDRO LANDIM
Jorge Vercillo desce amanhã na cidade após uma viagem extraterrestre, evocando divindades e mostrando no Vivo Rio a face cósmica de seu novo trabalho, de título simbólico: ‘D.N.A.’
“Me envolvi com a ufologia quando percebi que meu corpo era fruto de alguma tecnologia organizada. Somos como computadores orgânicos que executam ordens da mente”, afirma o músico, compositor e cantor, sobre o caminho de sua poesia.
Gravado inteiramente no estúdio de sua casa, com tempo para criar e os dois filhos correndo entre os instrumentos, o disco é produzido por Vercillo em parceria com Paulo Calasans, e traz músicas que estarão no show como ‘Memória do Prazer’ — primeira parceria com a mulher, Gabriela —, e ‘Verdade Oculta’, canção de amor que fala de orixás e avatares, de Afrodite, Oxum e Alá.
“Nós, artistas, devemos aproveitar o espaço que temos para falar do que gostamos, e podemos inspirar na vida das pessoas. Não ter medo de caminhar por um universo utópico”, diz Vercillo. Após um show em São Paulo, ele ouviu de uma autora de livros sobre ETs que suas canções tinham a ver com mensagens de outros mundos, despertando os novos horizontes de seu trabalho.
Marcando presença nas trilhas sonoras das novelas da Globo, Vercillo tem ‘Deve Ser’ em ‘Viver a Vida’ — que entrou como faixa bônus do CD —, e ‘O Que Eu Não Conheço’, já gravada por Maria Bethânia, vai embalar cenas de ‘Ti-TiTi’, a próxima trama das 19h. Dos discos antigos, o público ouvirá ‘Que Nem Maré’, ‘Monalisa’, ‘Invisível’ e ‘Homem-Aranha’, que ganhou novo arranjo ‘rockabilly’, entre outras.
Serviço:
Vivo Rio - Avenida Infante Dom Henrique 85, Parque do Flamengo (2272-2900). Amanhã, às 22h. De R$ 50 (plateia superior) a R$ 150 (camarote A). 16 anos.
Jorge Vercillo não acredita que o homem é deste planeta. Não é frase de efeito para marcar o caráter dos humanos perante os demais seres que habitam a Terra. O compositor carioca se apoia cada vez mais na ufologia e no que chama de ciências mais avançadas para explicar esta fase, que culmina no lançamento do novo álbum, DNA. No dia 30, Vercillo lança o disco em solo paulistano, com show na Via Funchal.
"Nossa origem não é daqui. E não descobri isso de uma outra para outra. Nós não temos um vínculo natural com este lugar. Somos os únicos que precisamos de tecnologia para nos adaptar. Para nós é fácil desmatar, asfaltar...", exemplifica, para logo emendar. "Esta é a minha verdade. Mas não quero fazer a cabeça das pessoas. Esse tipo de coisa é a pior da religião. Procuro viver isso com as coisas que me emocionam, que me inspiram", resume.
As 13 faixas refletem, por vezes de maneira discreta este momento. Verdade Oculta, porém, explicita essas reflexões. "Se um ET e um avatar/Nos juntaram para a gente se amar/Onde anjos querubins/Te pediram pra cuidar de mim/Tudo em Deus tem seu lugar", diz o refrão. Na apresentação desta que é sua estreia na Sony Music, o compositor diz estar entretido com "novas visões de mundo, cosmologia, filosofia, física quântica, holística e ufologia". Na letra de Verdade Oculta também há espaço para a citação de orixás, Buda e até o Alcorão. Puro sincretismo.
Por constar da variedade de elementos que as letras contêm, Vercillo achou por bem produzir pequenos glossários explicando cada termo. "São expressões iniciáticas. E como tenho fãs dos 7 aos 60 anos, achei por bem explicar tudo", diz o compositor, que escreveu também comentários faixa a faixa sobre como as letras, melodias e parcerias surgiram no decorrer do processo criativo. "É uma maneira de ficar bem próximo ao público", afirma.
As melodias também trazem um flerte com sonoridades africanas e latinas. Quando Eu Crescer, por exemplo, foi gravada parcialmente na Angola e tem trechos em kimbundo (uma das línguas bantus faladas no país). "Os direitos autorais vão para um projeto de alfabetização das crianças de lá", diz, orgulhoso.
Vercillo contou com parcerias de peso para o álbum: além dos compositores Filó Machado e Dudu Falcão, a mulher do compositor, Gabriela Vercillo, estreou como compositora em "Memória do Praze"r, em que ajudou nas letras. "Ela estava por perto enquanto eu compunha e me ajudou bastante com a letra. E não tive como encarar isso como mera ajuda". Outro motivo de orgulho é a participação de Milton Nascimento no dueto "Há de Ser", que abre o disco.
Jorge Vercillo - Show. Dia 30, às 20h. Na Via Funchal - Rua Funchal, 65, São Paulo. Informações: 2144-5444 Ingr.: de R$ 70 a R$ 150.
Resenha de CD posted by Mauro Ferreira at 10:53 no Blog Notas Musicais
Já vai longe aquele Jorge Vercillo de "Monalisa", comparado a Djavan e que buscava uma identidade no meio do mar da MPB. Mais de 15 anos de carreira e sete discos lançados, Vercillo chega ao oitavo mudando o discurso e adentrando um assunto polêmico: a ufologia. Na conversa que o Jornal da Tarde teve com o cantor carioca, por telefone, o tema circundou boa parte das respostas.
Mesmo o título do novo trabalho, "D.N.A.", traz para Vercillo a lembrança do "portal 11.11." e questões como a abdução e códigos genéticos. "Descobri que minhas músicas sempre serviram para esse propósito", revela o cantor. "Canções como Todos Nós Somos Um e Elas Unem Todas as Coisas já traziam letras que combinavam com a lei da atração, poderiam ser usadas para explicar a canalização extraterrestre". Para melhor entender suas teorias, Vercillo indica o texto, A Glândula Pineal, de Sérgio Felipe de Oliveira. "Tenho indicado esse texto no meu Twitter, no meu blog. Acho interessante mostrar para as pessoas este meu outro lado", conta.
No disco, o cantor e compositor das 12 músicas do CD destaca o samba "Verdade Oculta" e "Ventos Elísios". As duas tratam de tolerância. A primeira fala de religiões, orixás, ETs, avatares e de um casal que tem de enfrentar a diferença de crenças fundamentadas na religião. A segunda passeia, segundo o cantor, pelo tema da energia do mundo cósmico, aponta a lei da atração e a "evolução vibracional" da raça humana - o que quer que isso signifique.
Parcerias
Em D.N.A., Vercillo traz um de seus ídolos para o seu lado na faixa de abertura. Milton Nascimento o presenteia com um dueto em "Há de Ser". "Quis colocar um clima bem no estilo Clube da Esquina. Foi um prazer e um privilégio ter o Milton como convidado". Sua esposa, Gabriela Vercillo, é sua parceira na faixa "Memória do Prazer", a primeira vez em que o casal escreve a quatro mãos. Nela, Jorge faz um dueto vocal com Ninah Jo. "Escrevemos essa música pensando num dueto, e a Ninah, uma cantora do Paraná de quem eu sou fã, casou perfeitamente."
É o primeiro lançado pela “Sony”, foi gravado no recém-montado estúdio Poeta Paulo Emílio (que fica na casa de Jorge), traz a primeira parceria do artista com o ídolo Milton Nascimento e marca o debute de instrumentos como cavaquinho, surdo e violão de sete cordas em um registro de Jorge Vercillo.
“Trabalhar em casa traz inúmeras vantagens, como poder organizar meu cronograma e usar o tempo a meu favor. Tive a chance de esmiuçar minha interpretação de música para música; em uma minha voz soa mais aguda, em outra mais grave. Está uma delícia”, explica Jorge Vercillo.
A faixa escolhida para abrir “D.N.A” é “Há de Ser”, justamente a parceria entre Jorge e Milton Nascimento. “Acho que fica clara a influência de Milton na minha música. Ela é dramática, pesada e, ao mesmo tempo, dócil”, comenta Jorge. Outra parceria que merece atenção está em “Memória do Prazer”, gravada em conjunto com Gabriela Vercillo, esposa do cantor, e que se deu “por uma casualidade”. “Eu ficava dedilhando a música no violão e cantarolando, então a Gabriela começou a dar ideias e foi se envolvendo. Nada premeditado. Tenho agora a felicidade de poder apresentar um pouco do grande talento dela”.
O primeiro single do disco é “Me Transformo em Luar”, que possui uma sonoridade mais rhythm & blues. “Quis voltar ao início, soar como quando comecei”, conta o músico. Já engatilhada também está “Arco-Íris”, faixa com um quê de samba funkeado – parceria entre Vercillo e Filó Machado. “Ele [Filó] é um músico muito sofisticado e agora brinca dizendo que finalmente vai tocar nas rádios [risos]”.
Porém, há dois pontos em “D.N.A” que não remetem à música necessariamente, mas que são dignos de destaque: o encarte e o preço. Feito de papelão (com exceção do suporte específico para o disco), o caderninho que habitualmente tem apenas a ficha técnica e as letras das músicas oferece ao fã um glossário especial para cada faixa e comentários do próprio Jorge Vercillo acerca das composições. “A ideia foi minha, porque quis reviver aquela aura do vinil, de ser possível degustar o trabalho, de quem comprar preferir ter o disco em mãos do que um download no computador”, aponta Jorge. E se depender do preço, R$ 19,90, o músico tem grandes chances de lograr sucesso.
Setor (DIAMOND) – mesas em frente ao palco à R$100,00 por pessoa (mesa com 4 cadeiras)
Segundo setor – somente cadeiras R$50,00 / R$25,00 meia (estudante e idosos acima de 60 anos)
Camarotes – R$50,00 por pessoa
- Clube do assinante tem 30% de desconto, válido para 2° setor
01.I Look To You
Whitney Houston02.Halo
Beyoncé03.Me Transformo em Luar
Jorge Vercillo04.I Want To Know What Love Is
Foreigner05.Deve Ser
Jorge Vercillo
Milton Nascimento participa do oitavo álbum de estúdio de Jorge Vercillo, D.N.A., nas lojas na primeira quinzena de maio pela gravadora Sony Music. Efeito da amizade crescente entre os dois artistas, o dueto acontece na faixa que abre o CD, Há de Ser. Além de cantar com Milton (visto com o colega em estúdio na foto de Washington Possato), Vercillo vira parceiro de Max Viana, com quem compôs Caso Perdido. D.N.A. reúne 13 faixas, mas um registro não é inédito: a balada Deve Ser (Jorge Vercillo e Dudu Falcão) - lançada no Cd Todos nós somos um (2007)e nos extras do DVD Trem da Minha Vida - Ao Vivo (2009) - entrou como faixa-bônus do CD por estar sendo propagada atualmente na trilha sonora da novela viver a vida..