domingo, 16 de maio de 2010

Mauro Ferreira Comenta Show de Jorge Vercillo no RJ

Banda sustenta viagens de Vercillo em 'D.N.A.'


Resenha de show
Título: D.N.A.
Artista: Jorge Vercillo (em fotos de Mauro Ferreira)
Local: Vivo Rio (RJ)
Data: 15 de maio de 2010
Cotação: * * * 1/2

O show D.N.A. é viagem pop pelo particular universo musical de Jorge Vercillo. A salutar brasilidade do espetáculo anterior do cantor - Todos Nós Somos Um, que estreou em abril de 2008 com inspiração no CD homônimo lançado em novembro de 2007 - se dilui neste novo show, ainda que o roteiro agregue um samba filosófico, Verdade Oculta, embalado no palco em formato (quase) tradicional. Vercillo soa menos brasileiro sem perda substancial da densidade conquistada em seu álbum anterior, que rendeu um hit tardio, a ótima balada Deve Ser, providencialmente alocada no roteiro e no atual disco (como faixa-bônus) por ter sido veiculada em escala nacional na trilha sonora da recém-terminada novela Viver a Vida. Antes tarde do que nunca, pois Deve Ser é bonita!!!

Com roteiro que agrega músicas de todos os álbuns do artista, o show segue com fidelidade a rota traçada pelo recém-lançado CD D.N.A. - o primeiro do cantor na gravadora Sony Music. Dentro da viagem filosófica, que embute questões transcendentais e até místicas, é inegável a beleza de Há de Ser, a balada gravada por Vercillo no disco com Milton Nascimento. Impressiona também o fato de o fã-clube fiel já estar cantando a maioria das músicas do CD que mal chegou às lojas. E, pela reação popular, já dá para perceber que Arco-Íris (Jota Vercillo e Filo Machado) se insinua como provável segundo single tão logo se esgote o curto fôlego promocional de Me Trasformo em Luar. Em contrapartida, a afro Quando Eu Crescer perde impacto sem o coro angolano do álbum.

As questões filosóficas propostas pelo CD D.N.A. se esvaziam na atmosfera pop do palco, mas propiciam a citação de versos de músicas de Caetano Veloso - Um Índio (1976) e Terra (1979) - e a inclusão de temas afins como como Invisível. Puxar a capella o refrão de Terra é efeito que dá resultado. E, citações à parte, o fato é que a superbanda arregimentada para o show D.N.A. - formada por Bernardo Bosisio (guitarra e violões), André Neiva (baixo), Glauton Campello (teclados), Claudio Infante (bateria), Orlando Costa (percussão), Jessé Sadoc (trompete) e Glauco Fernandes (violino) - sustenta Vercillo em suas viagens musicais. Suporte evidenciado no arranjo progressivo de Fênix (Vercillo e Flávio Venturini), herdado do show anterior, que abre espaço para solos da bateria de Infante e da guitarra de Bosisio. Em Fênix, aliás, Vercillo exercita seus dotes vocais ao arriscar um falsete - recurso bisado em Quem É Você, a boa surpresa do roteiro. Trata-se do tema do compositor e pianista de jazz norte-americano Lyle Mays que foi lançado no Brasil por Zizi Possi com letra em português do também pianista Luiz Avellar. Quem É Você dá outro colorido a um roteiro excessivamente autoral. Composições como o samba Toda Espera (lançado por Vercillo no álbum Todos Nós Somos Um) e o reggae Himalaia (do segundo álbum do artista, Em Tudo que É Belo, de 1996) se dispersam no repertório do show D.N.A. e passam despercebibos - ainda que Himalaia até renda apropriado link temático com o hit que o segue, Homem-Aranha. Mas tais dispersões e costuras talvez nem sejam percebidas pelo público feminino que faz coro espontâneo em Ela Une Todas as Coisas e em Encontro das Águas. Este primeiro hit de Vercillo é praticamente entoado a capella pelo público - um afago do ídolo (que se cala para o público cantar) no ego do fã-clube que não o abandonou quando ele deixou de seguir a cartilha radiofônica para renovar sua música. Aliás, no fim dançante, eles, os hits das rádios, reaparecem para elevar a temperatura do show. Claro que Vercillo recorda Que Nem Maré e Final Feliz - este já no bis que termina morno com lembranças inadequadas (para o momento) de Penso em ti e Mandala. Enfim, Vercillo imprime sua identidade em D.N.A. e, para seu público, a viagem tem destino certo e feliz.

Show do Vivo Rio - Por Mauro Ferreira

Vercillo cita Caetano no roteiro do show 'D.N.A.'

Fotos: Mauro Ferreira

Música do compositor e pianista de jazz norte-americano Lyle Mays, letrada em português por Luiz Avellar e gravada por Zizi Possi no álbum Valsa Brasileira (2004), Quem É Você figura no roteiro do novo show de Jorge Vercillo, D.N.A., apresentado na noite de sábado, 15 de maio de 2010, na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro (RJ). Vercillo - visto no post em fotos de Mauro Ferreira - também inseriu versos de Um Índio e Terra, músicas de Caetano Veloso, no repertório (quase) inteiramente autoral. Eis o roteiro seguido por Vercillo na estreia carioca da turnê do show D.N.A.:

1. Caso Perdido (Jorge Vercillo e Max Viana)
2. Deve Ser (Jorge Vercillo e Dudu Falcão)
3. Verdade Oculta (Jorge Vercillo)
- com citação de Um Índio (Caetano Veloso)
4. Fênix (Jorge Vercillo e Flávio Venturini)
- com citação de Terra (Caetano Veloso)
5. Invisível (Jorge Vercillo)
6. Há de Ser (Jorge Vercillo)
7. Ela Une Todas as Coisas (Jorge Vercillo e Jota Maranhão)
8. Arco-Íris (Jota Vercillo e Filó Machado)
9. Toda Espera (Jorge Vercillo)
10. Memória do Prazer (Jorge Vercillo e Gabriela Vercillo)
11. Devaneio (Jorge Vercillo)
12. Quando Eu Crescer (Jorge Vercillo - versos em kimbundo de Filipe Mukenga)
13. Monalisa (Jorge Vercillo)
14. O Que Eu Não Conheço (Jorge Vercillo e Jota Velloso)
15. Encontro das Águas (Jorge Vercillo e Jota Maranhão)
16. Quem É Você (Lyle Mays e Luiz Avellar)
17. Me Transformo em Luar (Jorge Vercillo)
18. Himalaia (Jorge Vercillo e Paulo César Feital)
19. Homem-Aranha (Jorge Vercillo)
20. Que Nem Maré (Jorge Vercillo)
Bis:
21. Final Feliz (Jorge Vercillo)
22. Penso em ti (Jorge Vercillo)
23. Mandala (Jorge Vercillo e Torcuato Mariano)

Entrevista de Jorge Vercillo na JBFM





sábado, 15 de maio de 2010

Mais novidades: Jorge Vercillo

Jorge Vercillo mostra no Vivo Rio reflexões poéticas sobre ufologia

POR PEDRO LANDIM

Jorge Vercillo desce amanhã na cidade após uma viagem extraterrestre, evocando divindades e mostrando no Vivo Rio a face cósmica de seu novo trabalho, de título simbólico: ‘D.N.A.’

“Me envolvi com a ufologia quando percebi que meu corpo era fruto de alguma
tecnologia organizada. Somos como computadores orgânicos que executam ordens da mente”, afirma o músico, compositor e cantor, sobre o caminho de sua poesia.

Foto: Divulgação

Gravado inteiramente no estúdio de sua casa, com tempo para criar e os dois filhos correndo entre os instrumentos, o disco é produzido por Vercillo em parceria com Paulo Calasans, e traz músicas que estarão no show como ‘Memória do Prazer’ — primeira parceria com a mulher, Gabriela —, e ‘Verdade Oculta’, canção de amor que fala de orixás e avatares, de Afrodite, Oxum e Alá.

“Nós, artistas, devemos aproveitar o espaço que temos para falar do que gostamos, e podemos inspirar na vida das
pessoas. Não ter medo de caminhar por um universo utópico”, diz Vercillo. Após um show em São Paulo, ele ouviu de uma autora de livros sobre ETs que suas canções tinham a ver com mensagens de outros mundos, despertando os novos horizontes de seu trabalho.

Marcando presença nas trilhas sonoras das novelas da Globo, Vercillo tem ‘Deve Ser’ em ‘Viver a Vida’ — que entrou como faixa bônus do CD —, e ‘O Que Eu Não Conheço’, já gravada por Maria Bethânia, vai embalar cenas de ‘Ti-TiTi’, a próxima trama das 19h. Dos discos antigos, o
público ouvirá ‘Que Nem Maré’, ‘Monalisa’, ‘Invisível’ e ‘Homem-Aranha’, que ganhou novo arranjo ‘rockabilly’, entre outras.

Serviço
:
Vivo Rio - Avenida Infante Dom Henrique 85, Parque do Flamengo (2272-2900). Amanhã, às 22h. De R$ 50 (plateia superior) a R$ 150 (camarote A). 16 anos.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Mais sobre o DNA - Jorge Vercillo

Som de outro mundo

Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

Jorge Vercillo não acredita que o homem é deste planeta. Não é frase de efeito para marcar o caráter dos humanos perante os demais seres que habitam a Terra. O compositor carioca se apoia cada vez mais na ufologia e no que chama de ciências mais avançadas para explicar esta fase, que culmina no lançamento do novo álbum, DNA. No dia 30, Vercillo lança o disco em solo paulistano, com show na Via Funchal.

"Nossa origem não é daqui. E não descobri isso de uma outra para outra. Nós não temos um vínculo natural com este lugar. Somos os únicos que precisamos de tecnologia para nos adaptar. Para nós é fácil desmatar, asfaltar...", exemplifica, para logo emendar. "Esta é a minha verdade. Mas não quero fazer a cabeça das pessoas. Esse tipo de coisa é a pior da religião. Procuro viver isso com as coisas que me emocionam, que me inspiram", resume.

As 13 faixas refletem, por vezes de maneira discreta este momento. Verdade Oculta, porém, explicita essas reflexões. "Se um ET e um avatar/Nos juntaram para a gente se amar/Onde anjos querubins/Te pediram pra cuidar de mim/Tudo em Deus tem seu lugar", diz o refrão. Na apresentação desta que é sua estreia na Sony Music, o compositor diz estar entretido com "novas visões de mundo, cosmologia, filosofia, física quântica, holística e ufologia". Na letra de Verdade Oculta também há espaço para a citação de orixás, Buda e até o Alcorão. Puro sincretismo.

Por constar da variedade de elementos que as letras contêm, Vercillo achou por bem produzir pequenos glossários explicando cada termo. "São expressões iniciáticas. E como tenho fãs dos 7 aos 60 anos, achei por bem explicar tudo", diz o compositor, que escreveu também comentários faixa a faixa sobre como as letras, melodias e parcerias surgiram no decorrer do processo criativo. "É uma maneira de ficar bem próximo ao público", afirma.

As melodias também trazem um flerte com sonoridades africanas e latinas. Quando Eu Crescer, por exemplo, foi gravada parcialmente na Angola e tem trechos em kimbundo (uma das línguas bantus faladas no país). "Os direitos autorais vão para um projeto de alfabetização das crianças de lá", diz, orgulhoso.

Vercillo contou com parcerias de peso para o álbum: além dos compositores Filó Machado e Dudu Falcão, a mulher do compositor, Gabriela Vercillo, estreou como compositora em "Memória do Praze"r, em que ajudou nas letras. "Ela estava por perto enquanto eu compunha e me ajudou bastante com a letra. E não tive como encarar isso como mera ajuda". Outro motivo de orgulho é a participação de Milton Nascimento no dueto "Há de Ser", que abre o disco.

Jorge Vercillo - Show. Dia 30, às 20h. Na Via Funchal - Rua Funchal, 65, São Paulo. Informações: 2144-5444 Ingr.: de R$ 70 a R$ 150.



Fonte: http://www.dgabc.com.br/

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Reportagens e comentários sobre o DNA (4)

D.N.A.' de Vercillo gera renovação e banalidade

Resenha de CD
Título: D.N.A.
Artista: Jorge Vercillo
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * *

Detratores de Jorge Vercillo encontrarão munição certeira em D.N.A. - mediano álbum de inéditas que marca a estreia do cantor na gravadora Sony Music. É certo que há músicas no disco - casos de Cor de Mar, parceria do compositor com Dudu Falcão, e de Me Transformo em Luar (eleita o primeiro single) - que reiteram certa banalidade que diluiu o valor da obra de Vercillo ao longo dos anos 2000. É como se, nestas músicas, ele tentasse reconstruir uma arquitetura pop que não já não exibe o mesmo acabamento. Contudo, D.N.A. gera também renovação. A mesma observada no anterior álbum de inéditas do cantor, Todos Nós Somos Um (2007), que aproximou Vercillo dos ritmos brasileiros. Aliás, D.N.A. traz um bom samba em embalagem tradicional que bem poderia figurar em Todos Nós Somos Um. Pena que Verdade Oculta, o tal samba, soe longo no disco (fica a impressão de que a faixa deveria ter um minuto a menos, mas que foi estendida desnecesariamente). D.N.A. não é tão brasileiro quanto o salutar álbum de 2007, mas Vercilo continua em busca de diversidade rítmica. Caso Perdido, parceria com Max Viana, é um exercício de suingue à moda de Stevie Wonder - até corajoso pelo risco de aproximar Vercillo de Djavan, de quem ele sempre foi visto como um genérico (Max é filho de Djavan). Arco-Íris - o tema que mais evidencia a habilidade de Vercillo como arquiteto pop - é temperada na segunda parte com um molho de salsa. O cantor e compositor Filó Machado é parceiro e convidado de Vercillo na faixa. Já Milton Nascimento valoriza Há de Ser, canção bonita que nem precisava dos sons indígenas inseridos no início e no fim da faixa (ainda que esses sons tribais remetam à obra de Milton). Mesmo porque, mesmo sem o viço de outrora, a voz de Milton ainda guarda resquícios divinos. Já Ninah Jo contribui com seus vocais em Memória do Prazer, balada de sensualidade terna, adornada com cordas. A introdução sugere sedutor clima jazzy - sublinhado pelo solo do flugelhorn de Jessé Sadoc - que não se sustenta ao longo da faixa. Em atmosfera bem diversa, Quando Eu Crescer tem sua linha afro realçada pelos versos traduzidos para o dialeto kimbundo por Filipe Mukenga e cantados por um coro angolano. Ao passo que Por Nós - parceria antiga com Alexandre Rocha, do tempo em que Vercillo era desconhecido cantor da noite - evoca na letra uma brasilidade rural que não é traduzida pelo arranjo. No fim das contas, D.N.A.
alterna altos e baixos. As letras - que abordam questões filosóficas e espirituais com direito a incursões pelos mundos da ufologia e da física quântica - estão entre os pontos baixos do disco, prejudicando inclusive uma boa balada comoVentos Elísios. Nesse quesito, saltam aos ouvidos de forma positiva os versos da faixa que curiosamente vem a ser o ponto mais alto do disco: O Que Eu Não Conheço, a parceria com Jota Velloso que Maria Bethânia lançou em 2009 no disco Tua. Parece heresia, mas a gravação de Vercillo é muito superior à da intérprete e evidencia a beleza da melodia que - percebe-se agora - não se ajustou bem ao canto de Bethânia.

Em suma, D.N.A. alterna altos e baixos. As letras - que abordam questões filosóficas e espirituais com direito a incursões pelos mundos da ufologia e da física quântica - estão entre os pontos baixos do disco, prejudicando inclusive uma boa balada como gera renovação, banalidade e alguma pretensão. Mas reitera o talento de Jorge Vercillo, artista alvo de amores e ódios intensos. O que pode impedir análises mais equilibradas de disco que tem méritos.

Reportagens e comentários sobre o DNA (3)

Foto: Divulgação Vercillo

"Sempre houve prosperidade no meio do caos”, detecta o carioca Jorge Vercillo ao lançar D. N. A., seu oitavo álbum solo, que marca nova etapa em sua carreira. “Acho que é uma questão de sintonia, de você acreditar, de você buscar um caminho diferente. Não diferente por ser diferente. A força, no caso das coisas que consegui, é por acreditar muito e gostar muito do que faço, de ser muito fã de trabalho. Enfim, deste momento de que gosto muito, tenho certeza, outras pessoas vão gostar também”, acrescenta Vercillo. Ele revela que adora se ouvir. “Só não gosto muito de me ver”, diverte-se o cantor, compositor e instrumentista. Além da estreia na Sony Music com o novo disco, ele inicia as atividades do estúdio caseiro batizado com o nome do sogro, Paulo Emílio, poeta e também compositor.

Com Me transformo em luar já sendo trabalhada no rádio, Jorge Vercillo faz de D. N. A. uma espécie de continuidade dos álbuns anteriores, mesclando o assumido apelo popular a canções de caráter, digamos, mais elitizado. Prova concreta disso são os convidados do disco: Milton Nascimento, na bela faixa de abertura, Há de ser; a cantora Ninah Jo em Memória do prazer, parceria de Jorge com a mulher, Gabriela Vercillo; e Filó Machado em Arco-íris, parceria dos dois. O CD anterior, Todos nós somos um, já trazia as participações de Marcos Valle e de Guinga, delineando um caminho a seguir.

“Meus discos sempre tiveram algumas músicas densas e outras mais acessíveis diante da linha da MPB”, concorda Jorge. “Neste momento, isso está ficando mais visível. Talvez por parte do próprio disco, por parte do conceito, dos arranjos e dos convidados, que também induzem a isso. Na minha opinião, é porque as pessoas estão vendo de forma diferente mesmo. Quando você aparece fazendo MPB jovem, que sai do gueto e vai para a rádio popular, como foram Que nem maré e Monalisa, passa para as pessoas que se trata de um artista popular. Mas, na verdade, todos os grandes nomes da MPB tiveram sua fase popular: Milton Nascimento, com Coração de estudante, Canção da América, Caçador de mim e Nos bailes da vida; e Chico Buarque, com A banda”, lista Vercillo.

PRECONCEITO

O cantor e compositor diz sentir preconceito em relação a seu trabalho. “Há o patrulhamento de que quem faz MPB não pode fazer música popular. A MPB tem de ser para poucos, mas discordo disso. O que acontece na minha música? A melodia vem primeiro. Então, talvez, algumas sejam mais fáceis de assimilar”, explica. Além da faixa de trabalho, Me transformo em luar, na qual mistura MPB, rhythm & blues e charme, em D. N. A. Jorge apresenta o samba Verdade oculta, “que, além do refrão forte, tem uma segunda parte dissonante e letra meio iniciática, meio maçônica. Por isso até incluí um glossário no encarte do CD”, esclarece.

Dudu Falcão (Cor de mar), Jota Veloso (O que eu não conheço), Max Viana (Caso perdido), Alexandre Rocha (Por nós) e Ana Carolina (Um edifício no meio do mundo, já gravada por ela) completam as parcerias de Vercillo no novo disco. A turnê de lançamento de D. N. A. já começou. No fim de semana o cantor se apresentará no Rio de Janeiro.

Mais um no Clube

Há de ser, faixa que Jorge Vercillo divide com Milton Nascimento, traz clima “todo mineiro”, segundo o compositor. “Mineiro do Clube da Esquina. Um clima rude: tem uma tribo indígena no início, tem arranjo de cordas à la Wagner Tiso. Ela é meio cinematográfica”, descreve Jorge.

Ele cita o samba autobiográfico Tudo que eu tenho, do disco anterior, em que fala das referências musicais – Milton já aparecia ali. “Ele adorou, ficou emocionado e assim nós nos conhecemos. Há pessoas da família dele que são fãs do meu trabalho. Milton começou a conhecê-lo mais, virando fã também. Ficamos muito próximos e, assim, foi possível esse encontro agora”, relata Jorge.

Outra surpresa do novo disco é a cantora paranaense Ninah Jo, radicada no Rio de Janeiro, que divide com ele a interpretação de Memória do prazer. “Ela é fantástica. Não se trata de garotinha bonitinha. Ninah tem carisma e charme, mas está fora desses padrões. Na minha opinião e na de muita gente, ela é uma cantora de verdade”, conclui. Ninah participou do espetáculo Ópera negra – O alabê de Jerusalém, de Altay Veloso.

Fonte: http://www.divirta-se.uai.com.br/

Reportagens e comentários sobre o DNA (2)

Já vai longe aquele Jorge Vercillo de "Monalisa", comparado a Djavan e que buscava uma identidade no meio do mar da MPB. Mais de 15 anos de carreira e sete discos lançados, Vercillo chega ao oitavo mudando o discurso e adentrando um assunto polêmico: a ufologia. Na conversa que o Jornal da Tarde teve com o cantor carioca, por telefone, o tema circundou boa parte das respostas.

Mesmo o título do novo trabalho, "D.N.A.", traz para Vercillo a lembrança do "portal 11.11." e questões como a abdução e códigos genéticos. "Descobri que minhas músicas sempre serviram para esse propósito", revela o cantor. "Canções como Todos Nós Somos Um e Elas Unem Todas as Coisas já traziam letras que combinavam com a lei da atração, poderiam ser usadas para explicar a canalização extraterrestre". Para melhor entender suas teorias, Vercillo indica o texto, A Glândula Pineal, de Sérgio Felipe de Oliveira. "Tenho indicado esse texto no meu Twitter, no meu blog. Acho interessante mostrar para as pessoas este meu outro lado", conta.

No disco, o cantor e compositor das 12 músicas do CD destaca o samba "Verdade Oculta" e "Ventos Elísios". As duas tratam de tolerância. A primeira fala de religiões, orixás, ETs, avatares e de um casal que tem de enfrentar a diferença de crenças fundamentadas na religião. A segunda passeia, segundo o cantor, pelo tema da energia do mundo cósmico, aponta a lei da atração e a "evolução vibracional" da raça humana - o que quer que isso signifique.

Parcerias

Em D.N.A., Vercillo traz um de seus ídolos para o seu lado na faixa de abertura. Milton Nascimento o presenteia com um dueto em "Há de Ser". "Quis colocar um clima bem no estilo Clube da Esquina. Foi um prazer e um privilégio ter o Milton como convidado". Sua esposa, Gabriela Vercillo, é sua parceira na faixa "Memória do Prazer", a primeira vez em que o casal escreve a quatro mãos. Nela, Jorge faz um dueto vocal com Ninah Jo. "Escrevemos essa música pensando num dueto, e a Ninah, uma cantora do Paraná de quem eu sou fã, casou perfeitamente."

Ele ainda escolheu duas regravações de músicas suas que foram parar, antes, em vozes conhecidas da MPB. Uma de Maria Bethânia ("O Que eu Não Conheço") e outra de Ana Carolina ("Um Edifício no Meio do Mundo"). "Escrevi essas canções para elas, mas achei importante inseri-las no meu novo trabalho". A balada "Deve Ser" vem como bônus e já pode ser ouvida na trilha sonora da novela "Viver a Vida". O cantor lançará seu novo disco em São Paulo, no Via Funchal, no próximo dia 30. As informações são do Jornal da Tarde.

Fonte: http://www.estadao.com.br/

Reportagens e comentários sobre o DNA

“D.N.A”, oitavo disco de estúdio do carioca Jorge Vercillo, chegou às lojas de todo o país em abril. Com 12 faixas (13, já que “Deve Ser” entra como bônus), o álbum pode ser definido como um trabalho que agrupa estreias ao mesmo tempo em que revisita o início da carreira do cantor e compositor.

É o primeiro lançado pela “Sony”, foi gravado no recém-montado estúdio Poeta Paulo Emílio (que fica na casa de Jorge), traz a primeira parceria do artista com o ídolo Milton Nascimento e marca o debute de instrumentos como cavaquinho, surdo e violão de sete cordas em um registro de Jorge Vercillo.

“Trabalhar em casa traz inúmeras vantagens, como poder organizar meu cronograma e usar o tempo a meu favor. Tive a chance de esmiuçar minha interpretação de música para música; em uma minha voz soa mais aguda, em outra mais grave. Está uma delícia”, explica Jorge Vercillo.

A faixa escolhida para abrir “D.N.A” é “Há de Ser”, justamente a parceria entre Jorge e Milton Nascimento. “Acho que fica clara a influência de Milton na minha música. Ela é dramática, pesada e, ao mesmo tempo, dócil”, comenta Jorge. Outra parceria que merece atenção está em “Memória do Prazer”, gravada em conjunto com Gabriela Vercillo, esposa do cantor, e que se deu “por uma casualidade”. “Eu ficava dedilhando a música no violão e cantarolando, então a Gabriela começou a dar ideias e foi se envolvendo. Nada premeditado. Tenho agora a felicidade de poder apresentar um pouco do grande talento dela”.

O primeiro single do disco é “Me Transformo em Luar”, que possui uma sonoridade mais rhythm & blues. “Quis voltar ao início, soar como quando comecei”, conta o músico. Já engatilhada também está “Arco-Íris”, faixa com um quê de samba funkeado – parceria entre Vercillo e Filó Machado. “Ele [Filó] é um músico muito sofisticado e agora brinca dizendo que finalmente vai tocar nas rádios [risos]”.

Porém, há dois pontos em “D.N.A” que não remetem à música necessariamente, mas que são dignos de destaque: o encarte e o preço. Feito de papelão (com exceção do suporte específico para o disco), o caderninho que habitualmente tem apenas a ficha técnica e as letras das músicas oferece ao fã um glossário especial para cada faixa e comentários do próprio Jorge Vercillo acerca das composições. “A ideia foi minha, porque quis reviver aquela aura do vinil, de ser possível degustar o trabalho, de quem comprar preferir ter o disco em mãos do que um download no computador”, aponta Jorge. E se depender do preço, R$ 19,90, o músico tem grandes chances de lograr sucesso.

Aproveitando o gancho, Jorge diz que não teme as transformações no mercado fonográfico. “O mundo capitalista está passando por uma crise. Estamos saindo da Era de Peixes e entrando na Era de Aquário. Cabe às gravadoras encontrar uma maneira de lucrar com os downloads, mas isso não é algo que me assusta”, desabafa.


Fonte: http://www.abril.com.br

Informações Show Campinas - Jorge Vercillo / DNA

Local: Espaço Edding
Dia: 28 de maio de 2010 (sexta-feira)
Telefone para informações: 19 4003-1212
End: Av. Nossa Senhora de Fátima, 697 - Taquaral - Campinas (SP)
Horário: 22h
Abertura da casa: 20h
Classificação etária:18 anos
Capacidade: pista 3.000/camarote 350

Ingressos:

CALLCENTER – (19) 4003-1212
INTERNET – www.ingressorapido.com.br

FNAC CAMPINAS – Shopping Dom Pedro – funcionamento de Segunda a Sábado 10h00 às 20h00 e aos Domingos e Feriados das 12h00 às 18h00. – aceita todos os cartões.

LIVRARIA SOLIS - Shopping Ventura Mall – Rua Santo Zoia 30. Funcionamento: todos os dias das 10h00 às 19h00. Aceita todos os cartões.

CARMEN STHEFEN – Shopping Iguatemi – funcionamento de Segunda a Sábado de 10h00 às 20h00. Aceita somente dinheiro.

BILHETERIA ESPAÇO EDDING – entre 24/05/2010 e 27/05/2010, das 13:00hs às 17:00hs, e dia 28/05/2010 das 18:00hs às 23:00hs. Aceita somente dinheiro.

COOKIES CHOCOLATE – Rua Emílio Ribas, 608 – Cambuí – De Segunda a Sábado das 10h00 às 19h00. Aceita somente dinheiro.

TABACARIA RANIERE – Shopping Galeria – De Segunda a Sábado das 10h00 às 20h00. Aceita somente dinheiro.

WRANGLER – Campinas Shopping Jd do Lago.

Jorge Vercillo em Joinville


Dia 20/05 tem show do Jorge Vercillo em Joinville, no V12 Lounge de Eventos às 21 horas. Os ingressos estão à venda no Biergarten.

Setor (DIAMOND) – mesas em frente ao palco à R$100,00 por pessoa (mesa com 4 cadeiras)

Segundo setor – somente cadeiras R$50,00 / R$25,00 meia (estudante e idosos acima de 60 anos)

Camarotes – R$50,00 por pessoa

- Clube do assinante tem 30% de desconto, válido para 2° setor

Mais informações no (47) 3423-2229


Por:
por Alison Felipe

Show de Jorge Vercillo adiado em Americana / SP

Atenção: O show em Americana - SP (13/05) foi adiado! Breve mais informações sobre a nova data do show.

Produção J.Vercillo

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ganhe ingressos para o Vivo Rio - Jorge Vercillo

Promoções:

Qual música não pode faltar no show do Jorge Vercillo? Por quê?
Os autores das 10 (dez) frases mais criativas ganham: 1º colocado: um cd + um par de ingressos para assistir ao show do "Jorge Vercillo" no dia 15/05/2010 ás 22hs, no Vivo Rio - Av. Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo - RJ e do 2º ao 10º colocado: um CD

Promoção 1: https://clube.uol.com.br/participate/competitionOpen.html?idtCulturalContest=250

VIP - Jorge Vercillo:

O que você acha de ser um dos convidados VIP da JB FM no show do cantor Jorge Vercillo, dia 15 de maio (sábado) às 22:00 no Vivo Rio? Participe da promoção que vai levar um ouvinte e três acompanhantes, ao lançamento do novo trabalho de Vercillo, o CD `D.N.A.´. Além de ouvir músicas inéditas, regravações e composições próprias, o felizardo terá direito a consumação, acesso ao camarim para conhecer o artista, e ainda, o novo CD e um violão autografado. Participe e concorra!

Promoção 2: http://www.jb.fm/index.php?module=PromocaoController&promo=358:

domingo, 9 de maio de 2010

Jorge em São Francisco do Conde , HOJE

Alô galera da Bahia! Mais um show confirmado: Dia 9/5 aguardo vocês em São Francisco do Conde! Confiram a agenda: www.jorgevercillo.com.br .

Jorge Vercillo

quinta-feira, 29 de abril de 2010

As melhores A Tarde FM - Jorge Vercillo bombando

Mais Pedidas:
  • 01.I Look To You

    Whitney Houston
  • 02.Halo

    Beyoncé
  • 03.Me Transformo em Luar

    Jorge Vercillo
  • 04.I Want To Know What Love Is

    Foreigner
  • 05.Deve Ser

    Jorge Vercillo
  • quarta-feira, 28 de abril de 2010

    Vercillo no Blog de Mauro ferreira

    Milton Nascimento participa do oitavo álbum de estúdio de Jorge Vercillo, D.N.A., nas lojas na primeira quinzena de maio pela gravadora Sony Music. Efeito da amizade crescente entre os dois artistas, o dueto acontece na faixa que abre o CD, Há de Ser. Além de cantar com Milton (visto com o colega em estúdio na foto de Washington Possato), Vercillo vira parceiro de Max Viana, com quem compôs Caso Perdido. D.N.A. reúne 13 faixas, mas um registro não é inédito: a balada Deve Ser (Jorge Vercillo e Dudu Falcão) - lançada no Cd Todos nós somos um (2007)e nos extras do DVD Trem da Minha Vida - Ao Vivo (2009) - entrou como faixa-bônus do CD por estar sendo propagada atualmente na trilha sonora da novela viver a vida..


    fonte: http://blogdomauroferreira.blogspot.com/

    domingo, 25 de abril de 2010

    Ganhe ingresso para o TCA - Vercillo em Salvador

    Vercillo agora na Argentina...

    @jorge_vercillo (25/04)

    O Clipe está ficando demais! Estou muito emocionado com a química do casal de atores que estão gravando comigo aqui na Argentina!Bjo a todos

    @jorge_vercillo (26/04)

    Estamos aqui,num loft,no centro de Buenos Aires,gravando as cenas internas do clip de "Me Transformo em Luar"!O clipe esta ficando incrível!

    @jorge_vercillo

    Eu estou emocionado de estar vendo se materializar tudo que nós concebemos durante semanas...#DNA

    @jorge_vercillo

    Eles trazem uma maturidade (que eu queria) mas com uma sensualidade, entendem? A Taiza passa muita emoção e intensidade!

    @jorge_vercillo

    A atriz mineira Thaiza Mallfitano e o ator gaúcho naturalizado argentino, Cau Bornes estão tendo uma química maravilhosa!!