
Hoje na chamada, dos gêmeos, da novela das 20h, de Manoel Carlos, tocou a introdução de "Deve Ser", só um pouquinho!
Alguém ouviu?
Jorge Vercillo na novela das 20h vai BOMBAR!!
Os grandes sucessos da carreira do cantor Jorge Vercillo poderão ser conferidos no show que ele fará em Jundiaí no próximo dia 28, às 20h30, no Teatro Polytheama.
Para esta apresentação, o cantor traz sucessos de seu mais recente álbum ("Trem da Minha Vida") e canções consagradas, como "Homem Aranha", "Ela une todas as Coisas", "Que nem Maré" e "Monalisa".
Em entrevista ao Jornal de Jundiaí Regional, ele destaca que os shows da nova turnê estão sendo muito prazerosos. "Gosto demais de tocar no interior de São Paulo. É sempre bom poder apresentar meu trabalho em cidades como Jundiaí."
Jorge Vercillo conta ainda que irá tocar com uma banda renovada, com novos músicos. "Além disso, as músicas conhecidas terão um ar diferente, pois ganharam arranjos inéditos."
Ainda segundo o cantor, neste novo show ele se mostra mais maduro como artista. "A gente sempre busca ideias para mudar. O meu trabalho não se transformou, apenas evoluiu e eu fico muito satisfeito com isso."
Serviço - Os ingressos já estão à venda na bilheteria do teatro e custam R$ 80/inteira, R$ 40/meia-entrada e doadores de um quilo de alimento. O Polytheama fica na rua Barão de Jundiaí, 176, Centro. Mais informações pelo tel. (11) 4586-2472.
O violão foi seu primeiro instrumento?
O primeiro e único, porque de vez em quando eu toco guitarra, mas sempre com a técnica de violão, não tenho a técnica de palheta. A minha paixão é o violão.
Como você foi apresentado a um violão?
Foi uma coisa familiar, tinha o violão do meu avô, ele era compositor, além de jornalista e alfaiate. A minha tia era cantora da Rádio Nacional e começou a sentir que eu tinha interesse por música. Eu pegava o violão, começava a bater nas cordas, e ela percebia o meu interesse pelo que estava rolando de música na época, nos anos 80. Ela me propôs entrar numa aula de violão e falou: “O violão é um presente que você se dá para a vida inteira”.
Você se lembra quais eram as primeiras músicas que você começou a tocar?
“Rapte-me, camaleoa” (Caetano Veloso), “Seduzir” (Djavan)… Tudo música difícil pra caramba. “Seduzir” era complicadíssima, uma balada em 3 e no refrão dobra o andamento. Eu ficava pensando como ia fazer a batida, me fixei muito na questão rítmica da mão direita e na questão harmônica, para eu poder cantar e me acompanhar, que sempre foi o foco: cantar, tocar e compor. Nunca fui muito de solo. Depois é que comecei a fazer arranjos, criar frases, escrever para cordas, pensar em ritmos, começar a programar bateria e baixo, e a passar o arranjo pra todo mundo.
Quais eram os seus ídolos no início?
Caetano, Gil, Djavan. Esses discos, “Cores, nomes” (Caetano), o “Luz” e o “Li-lás”, do Djavan, são clássicos. O Gil tinha lançado o “A gente precisa ver o lu-ar”, eu já ouvia, aí tinha o “Extra”, depois o “Raça humana”, que é um disco de rock, tem “Pessoa nefasta”, o “Rock do segurança” (”Extra II – O rock do segurança”). A minha ligação com o rock se deu a partir do que o Gil e o Caetano faziam, eles eram compositores de mpb, mas estavam sempre flertando com a música jovem, o rock, o reggae. Por isso hoje eu faço incursões pela música flamenca, pelo funk do Rio, pelo samba. Eu gosto de aprender um pouco com cada estilo.
Você consegue tocar todos esses ritmos no violão?
Todos. Quando não é exatamente o ritmo tradicional, é uma criação em cima daquela pulsação. Nesse disco novo tem vários ritmos criados. Tem um samba em 7/8, uma parceria minha com o Marcos Valle, chamado “Numa corrente de verão”. Tem uma bossa nova ternária, que é o “Vôo cego”, um samba que vira drum’n’bass, tem uma bossa que vira salsa no refrão. Tudo isso parte do vio-lão.
É diferente tirar um som de violão ao vivo e no estúdio?
É diferente, o disco ao vivo eu gravei com uma Gibson Chet Atkins. Mas o meu violão titular é um Gibson branco, que é conhecido porque foi o Fagner que me deu. Eu queria comprar e ele não deixou. Depois eu descobri que ele estava atrás de uma Fender Telecaster e eu comprei e mandei pra ele.
E no estúdio?
A minha sonoridade é com cordas de náilon. Outros músicos com violão de aço já gravaram em meus discos, inclusive nessa música nova que tá tocando, “Ela une todas as coisas”. Quando eu gravo violão, geralmente faço dobrado, toco outra vez igualzinho. Eu toquei o Gibson, o elétrico, que tem um som mais aveludado, e o acústico, que tem um som mais médio. Isso fez uma cama muito interessante, e além dessa base harmônica do o baixo e do violão, tem os violões de aço do Ricardo Silveira, que fez uns arpejos de violão com 12 e com seis cordas. O violão harmoniza, mas não empastela, não ocupa todos os espaços.
Você tem feito muitas parcerias nos últimos tempos. Como é isso pra quem sempre compôs sozinho?
É muito legal, você aprende muito. Compor com Marcos Valle, com a Fátima Guedes… Eu faço letra e música, então tenho parceiros que me dão melodia, e também tenho parceiros que eu faço a música e a pessoa vem com a letra.
Você acha que existe mercado para quem quer ser violonista?
O violão é o instrumento essencial de todo cantador, por mais que ele toque guitarra. Todos os cantores e compositores do Brasil tocam violão. O Flávio Venturini toca teclado, mas toca violão muito bem. O Nico Rezende toca baixo, teclado, mas violão também. O violão é um instrumento símbolo do brasileiro.
Que conselho você daria para quem está começando a estudar violão?
Para desenvolver as técnicas, aprender o básico de harmonia. E para ser muito livre, informal e inventivo nas levadas, nas batidas, porque isso é que faz o di-ferencial. As levadas são como assinaturas, cada um tem uma.
Seu filho já toca violão também, né?