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Ano passado, durante a turnê “Todos nós somos um”, uma escritora visitou o camarim de Jorge Vercillo ao final de um show, no interior de São Paulo, e comentou que as letras de suas músicas continham mensagens extraterrestres. Desde então, o cantor despertou para assuntos como ufologia, cosmologia, holística, física quântica...
— Acredito piamente em UFOs, e essa certeza me vem por intuição, porque nunca vi nada concreto nesse sentido. Confio nesse canal, porque é o mesmo que me traz a minha música, e dela eu sobrevivo — discursa o artista, que lança o CD “DNA”, calcado nesse universo abstrato:
— DNA é um projeto do Portal 11.11, teoria que diz que as abduções têm como objetivo ativar o código genético do ser humano, tornando-o favorável à evolução. Muita gente encara como piada, maluquice, mas é sempre bom incitar a discussão.
Em 13 faixas, o novo CD é plural: fala de amor, convivência equilibrada entre as diferenças, autoconhecimento, espiritualidade... Tem até espaço para homenagem a Michael Jackson.
— A canção “Quando eu crescer” me remete a ele. Foi um gênio, uma criança grande que despertou muita inveja. Eu até achei que ele poderia ser pedófilo, mas era de uma ingenuidade inacreditável — explica.
Um reencontro com o pop:
“DNA” resgata um lado pop de Vercillo que parecia engavetado. “Há de ser” (em dueto com Milton Nascimento), “Memória do prazer” (parceria com a mulher, Gabriela), “Me transformo em luar” (já nas rádios), “Um edifício no meio do mundo” (gravada antes pela parceira Ana Carolina) e o bônus “Deve ser” (da trilha de “Viver a vida”) se destacam. Mais original foi a ideia de explicar faixa a faixa e pôr glossário no encarte do CD.
Patrícia Cassese - Repórter - 12/05/2010 - 09:30
Novidade, seu nome é Jorge Vercillo. Bem, ao menos neste momento, é difícil encontrar alguém com tantas boas novas na cartola. A que vamos tratar aqui é o disco novo, “D.N.A.”, mas cumpre lembrar que o trabalho é fruto justamente de outras tantas news, tais como mudança de gravadora (Sony Music), inauguração de estúdio próprio, novas parcerias e, como cereja do bolo, a participação de ninguém menos que Milton Nascimento, na faixa “Há de Ser”. Bituca, aliás, não poupa elogios ao cantor e compositor no material divulgado à imprensa. A saber: “Jorge é o que eu entendo por verdadeiro músico. É um amigo, faz parte de minha família, assim como abriu as portas da dele. E como se não bastasse ainda me deu a felicidade de cantarmos juntos Há De Ser, uma obra prima. Irmão, obrigado a você e a seus músicos maravilhosos”, declara-se.
E como o moço definiria seu momento? “Acho que o prazer e o tesão pela carreira, pela música, é isso o que faz o artista estar sempre se renovando, buscando coisas novas, trabalhando com pessoas novas, enfim, isso tudo é muito estimulante, e este disco reflete muito o meu momento. Na verdade, essa mudança vem se desenhando desde Todos Nós Somos Um”, diz ele, em entrevista ao HOJE EM DIA, por telefone, do Rio de Janeiro, citando o trabalho anterior.
Sobre a mudança de casa, ele avalia: “Fiquei dez anos na EMI, desde quando entrei, com o disco Leve, e a música Final Feliz estava estourada. A EMI fez todo um trabalho de criar público. Mas com a diminuição do tamanho das gravadoras, pela crise no mercado fonográfico, achei que valeria a pena ficar independente, estar sozinho. Curiosamente, nesta hora entrou um novo presidente, o Marcelo Castelo Branco - uma pessoa maravilhosa, torço muito por ele - que entendeu que era hora de mudanças. Então, saí pacificamente, pela porta da frente. E aí acabou acontecendo o contrato com a Sony com outro know-how, com arrojo maior nos projetos”.
Ao mesmo tempo, ele assegura que teve total liberdade para trilhar o caminho artístico de sua predileção. “Tanto que o disco abre com uma música hermética, mais densa, à la Clube do Esquina”, diz, referindo-se “Há de Ser”.
Aliás, como se deu a aproximação com Bituca? “Tinha feito, no disco passado, o samba Tudo O Que Eu Tenho, que é autobiográfico, fala de algumas das minhas referências, como Chico Buarque, Caetano Veloso e, claro, Milton (na letra, descrito como “ouro preto nas minas da canção”). Ele ouviu, se emocionou, me chamou para um encontro na casa dele, passou a ir aos meus shows, e daí veio a vontade de gravar junto”.
“D.N.A” traz 13 faixas, sendo apenas duas não inéditas: “O Que Eu Não Conheço” (parceria de Vercillo com Jota Velloso), já gravada por Maria Bethânia em 2009, no disco “Tua”, e que agora ganha uma versão mais intimista, e “Um Edifício no Meio do Mundo” (Jorge Vercillo/Ana Carolina), registrada pela parceira no projeto “Dois Quartos”, de 2009.
Como bônus, o disco traz “Deve Ser”, da trilha da novela “Viver a Vida”, de Manoel Carlos. “Também mais densa, mais hermética”.
A música de trabalho, “Me Transformo em Luar”, foi escolhida em conjunto com a equipe da Sony, em encontros pra lá de informais, chez Vercillo. “Foi muito agradável, a gente reunia imprensa, pessoal de rádio, diretores, até jogávamos bola - lá, na minha casa, tem um campinho de futebol, o pessoal se animou, colocou short. Foi no momento em que eu estava sendo apresentado ao staff da Sony e vice-versa, e, nas audições que aconteciam nestes encontros, já se sentia que esta era uma música apropriado para este momento da minha carreira, mais abrangente. Então, escolhemos esta primeira, depois deve vir Arco- Íris (faixa que conta com participação de Filó Machado), e também quero trabalhar a participação do Milton”.
Um acepipe é fruto direto de uma viagem feita ano passado. Em setembro, o cantor embarcou para uma temporada de shows em Luanda, Angola, onde gravou a afro “Quando Eu Crescer”, que tem parte da letra cantada em Kimbundo, um dos dialetos angolanos, em versão criada por Felipe Mukenga.
A canção tem a participação do cantor angolano Dodô Miranda, a percussão de Dalu Rogê e o apoio de um coral de adolescentes angolanos. Vercillo e Felipe Mukenga doaram integralmente os diretos autorais da música para o projeto de alfabetização das crianças angolanas.
Quanto ao fato de agora ter o seu próprio estúdio, batizado de “Poeta Paulo Emílio”, em homenagem ao compositor Paulo Emílio, sogro de Vercillo, e parceiro de nomes como Aldir Blanc, João Bosco e Sueli Costa, entre outros; ele diz: “Acho que o tempo foi um artigo de luxo neste meu momento, pude gravar dez bases, colocar a voz logo depois... E foi assim que pude parar pro Natal e reveillon, e que tive o tempo de refazer uma ou outra base, gravar na África, enfim, teve toda uma sofisticação de detalhes, a participação da cantora Ninah Jo (na faixa “Memória do Prazer”)...
Ah! É justamente esta a faixa que ele fez em dobradinha com a mulher, Gabriela. “A parceria aconteceu completamente ao acaso. Eu ficava cantarolando trechos e ela começou a me ajudar em algumas palavras, sugerindo coisas... Então, era mais do que justo que eu creditasse a parceria”.
E já que o assunto é parceria, a gente aproveita para perguntar a quantas anda a com a mineira Ana Carolina. “Bem, ela está com a agenda muito apertada, e eu idem, numa correria. Mas a nossa amizade rendeu frutos que marcaram a nova geração da música, fizemos o clipe Abismo, que está no meu DVD, e muitas outras”. “D.N.A.” traz ainda a jazzística “Caso perdido”, primeira parceria de Vercillo com Max Viana, nascida em um dos vários encontros de compositores promovidos por Vercillo e Dudu Falcão.
Outra questão que não pode ficar de fora da conversa: os shows de lançamento do álbum. “Não posso te dizer com absoluta certeza as datas, mas BH com certeza, estará no roteiro, bem como o interior de Minas... Em maio, a gente inicia a agenda pelo Rio de Janeiro, depois vem Santa Catarina, capital e interior, depois interior São Paulo...”.
“Nas últimas semanas, estou mais focado no show, fiz uma pré-estreia no Teatro Castro Alves, em Salvador, quando deu para ajeitar muita coisa. Ele vem se aquecendo”, garante.
O cantor Jorge Vercillo volta à cena musical brasileira e lança o seu oitavo disco de estúdio, DNA. O álbum tem 12 faixas que abordam temáticas esotéricas, segundo ele, ligadas à ufologia, gravadas no conforto de sua casa, no estúdio "Poeta Paulo Emílio", batizado com o nome do compositor, sogro do artista. As composições reveladoras da identidade de Vercillo contaram com participações de Ana Carolina, Milton Nascimento e Gabriella Vercillo, sua esposa. A turnê do novo disco começou este mês, logo após o lançamento do álbum, viajará por todo o Brasil e passará por aqui. "Belém é uma cidade muito querida. A ligação com a natureza, com a flora. Com certeza estaremos levando o DNA."
O disco, produzido por Paulo Calasans e Jorge Vercillo, marca a estreia do compositor na gravadora Sony Music. A escolha do nome "DNA" faz referência à palavra "identidade". Vercillo passou para as músicas suas impressões sobre o mundo e a vida na Terra. Algumas letras falam sobre teorias ufológicas que inspiraram o nome do disco. Segundo ele, uma das teorias explica o motivo das abduções - sequestro de seres humanos por extraterrestres: a finalidade de acelerar a evolução do DNA, através de experiências, como objetivo de fazer a espécie humana evoluir mais rápido. "Acho essa história muito interessante. O samba ‘Verdade oculta’ fala sobre uma nova visão [sobre a vida]", explica Vercillo. A música trata sobre aceitação e tolerância entre culturas, religiões e etnias.
As letras refletem aprendizados que sobrevieram com a experiência de vida do artista. "O meu trabalho traduz o conceito de polaridade. Às vezes você não gosta de uma facção contrária à sua filosofia. Precisamos aprender a conviver com o contrário da gente. Se não existisse sertanejo, não existiria espaço para Jorge Vercillo", explicou. Ele contou que os próprios fãs identificaram nas letras de composições mais antigas, influências da ufologia. "Muitas letras minhas estão relacionadas a mensagens extraterrestres." Quando indagado sobre qual o objetivo de comunicar sua interpretação à respeito da vida terrestre, ele disse: "Não tenho pretensão de ser o dono da verdade. Cada um tem uma verdade. Todo esse mundo é relativo. O artista tem um pouco dessa licença para instigar as pessoas a pensarem de uma forma diferente".
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Ela e o ator Marcos Oliveria, o Beiçola de ‘A Grande Família’, estiveram na estreia da nova turnê do cantor.
Do EGO, no Rio
Terminados os compromissos profissionais em “Viver a Vida”, Lica Oliveira, onde viveu a personagem Edite, Lica Oliveira só quer saber de relaxar. A atriz começou suas férias no sábado, 15, indo ao show de Jorge Vercillo, na estreia da turnê “DNA” do cantor. Quem também esteve no show e fez questão de ir até o camarim de Jorge foi o ator Marcos Oliveira, o Beiçola, de “A Grande Família”.
Lica Oliveira e o marido Jeferson: depois do batente, hora de relaxar
Marcos Oliveira no camarim de Jorge Vercillo: abraço de fã